quarta-feira, 20 de junho de 2012

Discografia Rita Lee

Discografia.
Álbuns Solo e com Roberto de Carvalho.


Build Up (1970)
01. Sucesso, Aqui Vou Eu (Build Up)02. Calma
03. Viagem ao Fundo de Mim
04. Precisamos de Irmãos
05. Macarrão com Linguiça e Pimentão
06. José (Joseph)07. Hulla-Hulla
08. And I Love Her
09. Tempo Nublado
10. Prisioneira do Amor
11. Eu Vou Me Salvar

Hoje É o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida (1972)
Este álbum é creditado à carreira solo da Rita Lee, mas é o último disco gravado pela formação clássica dos Mutantes. O grupo já havia lançado um álbum em 1972, mas como o contrato com a gravadora só previa o lançamento de um disco por ano, eles optaram por creditar o mesmo como solo da Rita Lee. A vontade da banda era aproveitar um estúdio recém-inaugurado que possuía uma mesa de 16 canais, talvez a única disponível no Brasil naquele momento.
01. Vamos Tratar da Sa de
02. Beija-me, Amor
03. Hoje O Primeiro Dia do Resto da Sua Vida
04. Teimosa
05. Frique Comigo
06. Amor Branco e Preto
07. Tiroleite
08. Tapupukitipa
09. De Novo Aqui meu Bom Jos
10. Superfície do Planeta

Rita Lee (1979)
01. Chega Mais
02. Papai Me Empresta O Carro
03. Doce Vampiro
04. Corre-corre
05. Mania De Você
06. Elvira Pagã
07. Maria Mole
08. Arrombou A Festa II

Rita Lee (1980)
01. Lança Perfume
02. Bem-Me-Quer
03. Baila Comigo
04. Shangrilá
05. Caso Sério
06. Nem Luxo, nem Lixo
07. João Ninguém
08. Ôrra Meu
Rita Lee e Roberto de Carvalho - Saúde (1981)
01. Saude
02. Tatibitati
03. Mutante
04. Tititi (Galinhagem)05. Banho De Espuma
06. Atlântida
07. Favorita
08. Mother Nature (Mamãe Natureza)

Rita Lee e Roberto de Carvalho (1982)
01. Flagra
02. Barriga da Mamãe
03. Barata Tonta
04. Frou-Frou
05. Vote em Mim
06. Só de Você
07. Brasil Com S (Part. João Gilberto)08. Cor-De-Rosa Choque
09. Pirata Cigano
10. O Circo

Rita Lee e Roberto de Carvalho - Baila Comigo, em Espanhol (1982)
01. Baila Conmigo
02. No Se Olvidarte
03. Atlantida
04. Pide Mas
05. Caso Serio
06. Mania De Ti
07. Dulce Vampiro
08. Baño De Espuma
09. Corre Corre
10. Lanza Perfume
 
Rita Lee e Roberto de Carvalho - Bombom (1983)
01. On The Rocks
02. Desculpe o Auê
03. Tentação do Céu
04. Fissura
05. Degustação
06. Arrombou o Cofre
07. Menino
08. Strip Tease
09. Raio X
10. Bobos da Corte
11. Pirarucu
12. Yoko Ono

Rita e Roberto (1985)
01. Vírus Do Amor
02. Yê Yê Yê
03. Vítima
04. Molambo Souvenir
05. Gloria F
06. Nave Maria
07. Noviças do Vício
08. Choque Cultural
09. Não Titia

Rita Lee e Roberto de Carvalho - Flerte Fatal (1987)
01. Brazix Muamba
02. Flerte Fatal
03. Bwana
04. Me Recuso
05. Blue Moon
06. Pega Rapaz
07. Músico Problema
08. Pára com Isso
09. Piccola Marina
10. Xuxuzinho

Zona Zen (1988)
01. Nunca Fui Santa
02. Independência E Vida
03. Livre Outra Vez
04. Sem Endereço (Memphis, Tennessee)05. Zona Zen
06. Cruela Cruel
07. Cecy Bom (C'est Si Bon)08. Maná Mané

Rita Lee e Roberto de Carvalho (1990)
01. Perto do Fogo
02. Coração em Crise
03. Uma Noite em Hong Kong
04. É a Vida
05. Volta ao Mundo
06. Esfinge
07. Tipo Inesquecível
08. Farsa
09. La Miranda
10. La Javanaise

Rita Lee (1993)
01. Filho Meu
02. Tataraplantes
03. Drag Queen
04. Mon Amour
05. Menopower
06. Maria Ninguém
07. Todas As Mulheres do Mundo
08. Ambição
09. Canalha
10. Benzadeusa
11. Deprê
12. Só Vejo Azul
13. Dami Mille Bacci

Santa Rita de Sampa (1997)
01. Santa Rita de Sampa
02. Normal em Curitiba
03. Fruta Madura
04. O Que Você Quer
05. Jardim de Allah
06. Ando Jururu
07. Tum Tum
08. Longe Daqui, Aqui Mesmo
09. Homem Vinho
10.Dona Doida
11. Obrigado Não
12. Menino de Braçanã

3001 (2000)
01. 3001
02. 2001
03. Voce Vem
04. Erva Venenosa (Poison Ivy)05. Mentiras
06. Rebeldade
07. Pagu
08. O Amor em Pedacos
09. Cobra
10. Entre sem Bater
11. Aviso aos Meliantes
12. Historia sem Fim

Aqui, Ali, em Qualquer Lugar (2001)
01. A Hard Day´s Night
02. With A Little Help From My Friends
03. Para Você eu Digo Sim (If I Fell)04. All My Loving
05. Minha Vida (In My Life)06. She Loves You
07. Michelle
08. Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar (Here, There And Everywhere)09. I Want To Hold Your Hand
10. Tudo Por Amor (Can´t Buy me Love)11. Lucy In The Sky With Diamonds
12. Here, There and Everywhere
13. In My Life
14. If I Fell

Balacobaco (2003)
01. Amor e Sexo
02. A Fulana
03. As Minas de Sampa
04. Copacabana Boy
05. Balacobaco
06. Já Te Falei
07. Nave Terra
08. A Gripe do Amor
09. Tudo Vira Bosta
10. Eu e Mim
11. Over the Rainbow
12. Hino dos Malucos

Reza (2012)
01. Pistis Sophia
02. Reza
03. Tô Um Lixo
04. Divagando
05. Vidinha
06. As Loucas
07. Bixo Grilo
08. Paradise Brasil
09. Rapaz
10. Bagdá
11. Tutti-Fuditti
12. Gororoba
13. Bamboogiewoogie
14. Pow
Álbuns ao Vivo.
Rita Lee em Bossa 'n' Roll (1991)
01. Doce Vampiro
02. Baila Comigo
03. Mutante
04. Alô! Alô! Marciano
05. Every Breath You Take
06. Desculpe o Auê
07. Cry Me a River
08. Perto do Fogo
09. It’s Only Rock’n Roll
10. Shangrilá
11. Ovelha Negra
12. The Fool On The Hill
13. Jardins da Babilônia
14. Miss Brasil 2000
15. Vírus do Amor
16. Corre Corre
17. Lança Perfume
18. Mania de Você

A Marca da Zorra (1995)
01. A Marca da Zorra
02. Nem Luxo, Nem Lixo
03. Dançar Pra não Dançar
04. Jardins da Babilônia
05. Ando Meio Desligado
06. Vítima
07. Todas As Mulheres do Mundo
08. Papai me Empresta o Carro
09. Atlântida
10. Mamãe Natureza
11. Ovelha Negra
12. Miss Brasil 2000
13. On The Rocks
14. Ôrra Meu

Acústico MTV (1998)
01. Agora só Falta Você
02. Jardins da Babilônia
03. Doce Vampiro
04. Luz Del Fuego (Part Esp.Cassia Eller)05. Nem Luxo, Nem Lixo
06. Alô, Alô Marciano
07. Eu e Meu Gato
08. Balada do Louco
09. Papai me Empresta o Carro (Part Esp.Titãs)10. O Gosto do Azedo
11. Gitâ
12. Flagra
13. Desculpe o Auê (Part Esp.Paula Toller)14. Coisas da Vida
15. M te Vê
16. Mania De Você (Part Esp. Milton Nascimento)17. Lança Perfume
18. Ovelha Negra

MTV Ao Vivo (2004)
01. Saúde
02. Meio Fio
03. Mamãe Natureza
04. Esse Tal de Roque Enrow (Com Pitty)05. Amor e Sexo
06. Panis Et Circenses
07. Lucy In The Sky With Diamonds
08. Coração Babão
09. Pagu (Com Zélia Duncan)10. Baila Comigo
11. Caso Sério
12. Eu Quero Ser Sedado (I Wanna be Sedated)13. Ando Jururu
14. Tudo Vira Bosta

Multishow Ao Vivo (2009)
01. Flagra
02. Saude
03. Mutante
04. Cor de Rosa Choque, Todas as Mulheres do Mundo
05. Tão
06. Vingativa
07. O Bode e a Cabra
08. Se Manca
09. Baby
10. Bwana
11. Vitima
12. Insônia
13. Roll Over Beethoven
14. Erva Venenosa
15. Doce Vampiro
16. Oveglha Negra
17. Agora so Falta Voce
18. Lança Perfume, Chiquita Bacana
19. Mania de Voce

Álbuns com Os Mutantes.
Os Mutantes (1968)
Mutantes (1969)
A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (1970)
Jardim Elétrico (1971)
Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets (1972)
Hoje É o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida (1972)
Tecnicolor (2000, Gravado em 1970)
Álbum com Lúcia Turnbull.
Cilibrinas do Éden (1973)
01. Mamãe Natureza
02. E Você Ainda Duvida
03. Minha Fama de Mau
04. Gente Fina é Outra Coisa
05. Paixão Da Minha Existência Atribulada
06. Festival Divino
07. Bad Trip (Ainda Bem)08. Nessas Alturas Dos Acontecimentos
09. Vamos Voltar Ao Princípio Porque lá é o Fim
10. Cilibrinas do Éden

Tutti Frutti.
Tutti Frutti foi uma banda brasileira de rock, formada no início dos anos 70 por músicos do bairro da Pompeia, em São Paulo. Entre 1973 e 1978, liderada pelo guitarrista Luis Sérgio Carlini, a banda foi o grupo de apoio de Rita Lee, após a saída da cantora dos Mutantes. Com ela tornaram-se um dos grandes nomes do rock brasileiro na década de 70 e gravaram várias músicas de sucesso nacional, como Agora só Falta Você, Esse Tal de Roque Enrow, Ovelha Negra, Corista de Rock, Miss Brasil 2000 e Jardins da Babilônia. A banda ainda continuaria sua carreira com um novo vocalista, mas encerraria suas atividades em 1981. Voltaram em 2007 com nova formação e apresentam-se de forma errática até os dias de hoje.
História.
Tudo começou em 1971, no bairro da Pompeia, na capital paulista. Três amigos de origem italiana, o guitarrista Luis Sérgio Carlini, o baixista Lee Marcucci e o baterista Emilson Colantonio, formaram uma banda para tocar rock chamada Coqueiro Verde. No ano seguinte, após alguns shows em pequenas casas noturnas e, também, devido a influência das substâncias químicas bastante em voga na época (como o ácido lisérgico), a banda trocaria seu nome para Lisergia. Tocando na noite paulista, e com Carlini já sendo notado pela sua qualidade como guitarrista, acabaram sendo vistos por Rita Lee.
Rita havia deixado Os Mutantes em outubro de 1972 e tinha de montado uma dupla feminina com Lúcia Turnbull, o Cilibrinas do Éden, e a primeira apresentação da dupla acabou sendo no primeiro dia do festival Phono 73. Por um acaso, sua apresentação acabou ocorrendo logo antes da apresentação dos Mutantes. Com a recepção fria do público ao seu projeto acústico, Rita Lee decidiu que precisava de um grupo de rock para acompanhá-las. A "descoberta" da banda por Rita acabou levando a um convite para que eles passassem a ser a banda de apoio dela.
Rita Lee & Tutti Frutti.
Apesar de ter gostado da banda, Rita não gostava do nome. A busca por um novo nome para a banda acabou tendo fim quando Rita e sua empresária Mônica Lisboa montaram um show, que ficaria em cartaz no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, de 15 de Agosto até 16 de Setembro de 1973, para o lançamento da nova carreira da primeira. O nome do show era "Tutti Frutti", porque contava com toda uma parafernália que era usada durante o show: projeção de slides, super-8, luzes coloridas, etc. A idéia inicial era lançar um disco ao vivo com as apresentações no teatro, mas a PolyGram, gravadora de Rita Lee, vetou a ideia.
Com a saída de Turnbull no ano seguinte, a substituição de Colantonio na bateria por Franklin Paolillo, a entrada de Paulo Mauricio nos teclados e a troca de gravadora de Rita, da Phillips para a Som Livre, a banda gravou com ela alguns de seus maiores sucessos, como Bandido Corazón, Mamãe Natureza, Miss Brasil 2000, Agora só Falta Você, Esse Tal de Roquenrou e Ovelha Negra, do disco Fruto Proibido, disco considerado obra-prima de Rita - e que a edição brasileira da revista Rolling Stone considera o 16º melhor disco brasileiro de todos os tempos em qualquer gênero cujo solo final de Carlini é a marca registrada da música até os dias de hoje,
Tutti Frutti.
Em 1978, já com Roberto de Carvalho integrando a banda como tecladista, Carlini resolve deixar o grupo, insatisfeito com sua posição secundária na banda - ele era o autor de várias músicas com Rita - e leva consigo o nome, registrado por ele desde 1973, formando então um novo grupo com o mesmo nome, com o vocalista Simbas, ex-Casa das Máquinas, o baixista Walter Balot e o baterista Juba Gugel, enquanto seu parceiro e co-fundador do Tutti Frutti original, Lee Marcucci, continuou com Rita.
A nova banda continuou com shows e um novo disco próprio da gravadora Capitol, que, demorando a ser lançado, graças a uma música censurada e que a banda queria que constasse dele de qualquer maneira, não fez sucesso. A banda terminou no começo dos anos 80.
Há alguns anos, Carlini tem feito pequenos shows e gravações com ex-integrantes do Tutti Frutti, como Marcucci e Franklin Paolillo, ensaiando uma nova volta, ainda não concretizada. Texto: Wikipédia.
Formações.
Com Rita Lee.
1973-1974.
Luis Sérgio Carlini (Guitarras, Violões, Vocais)
Lúcia Turnbull (Guitarras, Violões, Vocais)
Lee Marcucci (Baixo)
Emilson Colantonio (Bateria)
1975.
Luis Sérgio Carlini (Guitarras, Vocais)
Lee Marcucci (Baixo)
Guilherme Bueno (Teclados)
Rubens Nardo (Vocais)
Gilberto Nardo (Vocais)
Franklin Paolillo (Bateria)
1976.
Luis Sérgio Carlini (Guitarras, Vocais)
Lee Marcucci (Baixo)
Paulo Maurício (Teclados)
Rubens Nardo (Vocais)
Gilberto Nardo (Vocais)
Sérgio Della Monica (Bateria)
1976.
Luis Sérgio Carlini (Guitarras, Vocais)
Lee Marcucci (Baixo)
Marcos Posato (Teclados)
Sérgio Della Monica (Bateria)
1977-1978.
Luis Sérgio Carlini (Guitarras, Vocais)
Lee Marcucci (Baixo)
Roberto De Carvalho (Teclados, Guitarras)
Wilson "Willy" Pinto De Oliveira (Vocais)
Sérgio Della Monica (Bateria)
1978 Sem Rita Lee.
Luis Sérgio Carlini (Guitarras, Vocais)
Walter Bailot (Baixo)
Simbas (Vocal)
Juba Gurgel (Bateria)
1979.
Luis Sérgio Carlini (Guitarras, Vocais)
Renato Figueiredo (Baixo)
Simbas (Vocal)
Juba Gurgel (Bateria)
1980-1981.
Luis Sérgio Carlini (Guitarras, Vocais)
Ronaldo Paschoa (Guitarras)
Renato Figueiredo (Baixo)
Simbas (Vocal)
Marinho Thomaz (Bateria)
Reunião 2007-Atualmente.
Luis Sérgio Carlini (Guitarras, Vocais)
Roy Carlini (Guitarras)
Mr. Ruffino (Baixo)
Johnny Boy (Teclados)
Sol Ribeiro (Vocal)
Rubens Nardo (Vocais)
Gilberto Nardo (Vocais)
Franklin Paolillo (Bateria)
Álbuns Rita Lee & Tutti Frutti
Atrás do Porto Tem uma Cidade (1974)
01. De Pés no Chão
02. Yo No Creo Pero...
03. Tratos à Bola
04. Menino Bonito S
05. Pé de Meia
06. Mamãe Natureza
07. Ando Jururu
08. Eclipse do Cometa
09. Círculo Vicioso
10. ...Tem uma Cidade

Fruto Proibido (1975)
01. Dançar pra não Dançar
02. Agora só Falta Você
03. Cartão Postal
04. Fruto Proibido
05. Esse Tal de Roque Enrow
06. O Toque
07. Pirataria
08. Luz del Fuego
09. Ovelha Negra

Rita Lee & Tutti Frutti, Erasmo Carlos, Raul Seixas e O Peso - Hollywood Rock (1975)
Rita Lee & Tutti Frutti.
01. Mamãe Natureza
02. Minha Fama de Mau
03. E Você Ainda Duvida?
Erasmo Carlos.
04. 1990 - Projeto Salvaterra
05. Negro Gato
06. Bolas Azuis
Raul Seixas.
07. Não Pare na Pista
08. Como Vovó já Dizia
09. Al Capone
O Peso.
10. Só Agora (Estou Amando Você)11. Cabeça Feita

Entradas e Bandeiras (1976)
01. Corista de Rock
02. Lady Babel
03. Coisas da Vida
04. Bruxa Amarela
05. Departamente de Criação
06. Superstafa
07. Com a Boca no Mundo
08. Posso Contar Comigo
09. Troca Troca

Rita Lee, Tutti Frutti & Gilberto Gil - Refestança (1977)
01. Refestança
02. É Proibido Fumar
03. Odara
04. Domingo no Parque
05. Back in Bahia
06. Giló
07. Ovelha Negra
08. Eu Só Quero um Xodó
09. De Leve (Get Back)10. Arrombou a Festa
11. Refestança

Babilônia (1978)
01. Miss Brasil 2000
02. Disco Voador
03. Agora é Moda
04. Jardins da Babilônia
05. O Futuro me Absolve
06. Sem Cerimônia
07. Que Loucura
08. Eu e Meu Gato
09. Modinha

terça-feira, 15 de maio de 2012

Aos 67 [corrigindo 64 ] anos, a cantora não perde o vigor criativo e a irreverência Irlam Rocha Lima


Aos 67   [corrigindo   64 ]  anos, a cantora não perde o vigor criativo e a irreverência
Irlam Rocha Lima




Rita Lee, a eterna ovelha negra do rock nacional, sempre quis estar na contramão. Não foi surpresa, portanto, quando na noite de 29 de janeiro último, durante um show em Aracaju, investiu asperamente contra policiais sergipanos, saindo em defesa de fãs que supostamente fumavam maconha. A reação lhe trouxe consequências desagradáveis, como um processo na Justiça.

Não por acaso, Reza, seu primeiro disco de músicas inéditas depois de quase uma década, traz na abertura Pistis Sophia, cantoria para espantar os males, uma espécie de exorcismo, inspirado na religiosidade nordestina, na qual, como uma carpideira, diz: “Nossa Senhora Aparecida/ Dai-me força nessa vida/ Pra remar meu barco até o porto/ Deus é pai, num é padrasto/ É salvador, num é carrasco/ Escreve certo meio torto…”.

Saudado com entusiasmo pela crítica, Reza está dando o que falar, a começar pela faixa-título, presente na trilha sonora da novela Avenida Brasil, um quase mantra, em que fecha pedindo: “Deus me acompanhe/ Deus me ampare/ Deus me levante/ Deus me dê força/ Deus me perdoe por querer/ Que Deus-me-livre-e-guarde-de-você”. Sobre o conteúdo do álbum, a cantora revela: “São 14 orações: cristãs, pagãs, porraloucas, mundanas, nirvânicas, macumbinha caseira, coisa de benzedeira. Tudo gravado na garagem de casa, very rock’n’ roll”.

Dessa nova safra de canções, quatro ela assina sozinha: Pistis Sophia, Bixo grilo, Bagdá, Bamboogiewoogie. As outras 10 ela compôs com o eterno parceiro — ela prefere chamar de cúmplice — Roberto Carvalho, entre elas Tô um lixo, Divagando, As loucas, Tutti fuditti, e o hit instantâneo Reza. Há, ainda, Pradise Brasil, com letra em inglês, que termina misturando Tropicália com Carmem Miranda, muamba com macumba.

Prozac auditivo
No texto que escreveu para a revista Cult, Ed Motta, parceiro eventual de Rita, afirma que Paradise Brasil é a sua favorita e explica o porquê: “Esse tema deveria tocar no mundo inteiro. Um house-disco com a excelência de arquitetura pop, que papai do céu presenteia poucos. Prozac auditivo, alegria e euforia de champanhe, a festa glamorosa, sempre presente na música dos dois”.

Mestra em desafinar o coro dos contentes, em As loucas, ela manda: “Eles amam as loucas/ mas casam com outras/ Loucas fatais/Loucas de pedra/ Loucas varridas/ Loucas fudidas/ Loucas molhadas/ Loucas taradas/ Loucas getiche/ Loucas haxixe…”. Meio de saco cheia de muita coisa, Rita usa Vidinha para desabafar: “Vidinha besta/ Vidinha furreca/ Vidinha chinfrim/ ô vidinha de merda…”

Entre rock, pop, climas psicodélicos e batidas eletrônicas, Rita fez um disco para gostos específicos (os admiradores) e variados (o público em geral), com texto afiado e pertinente. Sob a batuta de Roberto Carvalho, à guitarra e teclados e programações eletrônicas, conta com o auxílio luxuoso do filho Beto Lee (guitarras e vocais), Iggor Cavalera (bateria), Serginho Carvalho (baixo), João Parahyba (bateria), Apollo Nove e Débora Reis (vocais).

Entrevista Rita Lee

Rita, por que privou os fãs de um disco de inéditas por tanto tempo?
Preguiça, meu amor. Preguiça de sair de casa, enfrentar o trânsito de Sampa, pagar aluguel de estúdio e por aí vai. Depois que a nossa garage-studio ficou pronta, ainda demoramos três anos para tomar coragem e começar a gravar feito gente grande. Mas agora a gente não para mais.

Entre as canções do Reza, a maioria foi composta recentemente?
Já preguiça de compor, nunca tivemos. Há músicas como Pistis Sophia, Bagdá, Tutti Fuditti, Reza e Bambooguie, que foram compostas durante esse hiato. As que fizemos no estúdio foram Vidinha, Tô um lixo, Rapaz, Pow, Divagando. Deixamos de fora do disco várias, dá pra gravar outro trabalho só com inéditas.

Reza, a canção, soa como um mantra. Era esse o objetivo?
Reza é uma oração de autoproteção, coisa de benzedeira, macumbinha caseira e, claro, um mantra diário.

A letrista tão afiada, sempre ligada em tudo, cria versos só com a inspiração ou há necessidade de transpirar para criá-los?
Não sei responder assim na chincha, o que me inspira é minha vida e o mundo ao redor. Às vezes, baixa o santo e psicografo em cinco minutos, em outras o santo baixa em doses homeopáticas, e em outras ainda sou eu mesma, mas transpirar não transpiro, não.

Sons eletrônicos são tão bons quanto o som da guitarra de Roberto?
A guitarra de Roberto é poderosa e porreta, ele e Beto Lee são os reis do meu iê-iê-iê. Sempre fui chegada a eletronicidades, quando fiz parte dos Mutantes eu viajava muito sozinha para trazer instrumentos que ninguém tinha, como melotron, minimoog, theremin, clavinet e outros balangandãs.

Trinta e cinco anos depois, a longeva parceria com Roberto Carvalho mantém-se com viço. Qual é o segredo para a permanente alquimia?
Não é uma receita de bolo, está mais para sorte de ganhar a Mega-Sena. São 36 anos de parceria musical e amorosa, três filhos e vários hits, temos os dois gênios fortes, ambos brigam para que uma música saia nos trinques. Trabalhar com Roberto é uma inesgotável fonte de admiração, sou apaixonada por ele.

Como alguém tão em forma se autoproclama “um lixo”?
Você deve estar se referindo à música Tô um lixo… Pois é, a letra foi inspirada numa perua simpática que encontrei na sala de espera do dentista. A mulher chorava nos ombros de quem estivesse perto por conta de uma plástica que deu errado, ela dizia eu era tão linda, hoje tô esse lixo disforme e deprê... Realmente, não posso reclamar, pra 67 anos eu tô bonitinha.

Lixo é a politicagem neste país. Como você avalia essas denúncias sujas que não param de rolar?
Cruzes, é cada porrada que recebemos da bandidalha que assola Brasília que Deus me defenda. Era para a gente já estar acostumada, mas teimo em acreditar que dias melhores virão. Sou apaixonada pelo meu país, penso que o voto obrigatório é em grande parte responsável pela eleição desse bando de escrotos que não param de nos assaltar. Voto não é dever, é um direito.

Quem não pode parar é a mãe do rock brasileiro. Teremos uma turnê do Reza?
Oh, my dear, por enquanto estou bem do jeito que estou, but who knows, como diria Doris Day, que será, será!

Dilma Rousseff está mandando bem?
Não tenho votado nas últimas eleições, pago multa, mas não pago mico. Nunca acreditei que Dilminha (é mais jovem que eu) fosse boneco de ventríloco do Lula, o tempo tem provado que eu tinha razão. O que empaca a vida dela é o lixo que herdou do governo anterior. Aconselho nossa presidente a cantarolar Reza assim que acordar de manhã.

Reza
CD de Rita Lee com 14 faixas, produzido por Roberto Carvalho e Apollo Nove. Lançamento Biscoito Fino. Preço: R$ 29.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Déda diz que marido de Rita Lee confirma exagero no Show


Governador garante que para o Executivo assunto está encerrado
Deda: "Marido quis dizer que houve exagero" (Fotos: Portal Infonet)
A confusão do show da cantora Rita Lee na Barra dos Coqueiros na programação do Projeto Verão Sergipe, em janeiro de 2012, continua repercutindo. Na noite deste domingo, 8, o jornalista Zeca Camargo [Fantástico, da Rede Globo] iniciou uma entrevista com a artista falando justamente do show na capital sergipana. Rita Lee destacou que o sucesso da música ‘Reza’ é uma “vingança gostosa, de você dar o troco. Uma resposta da gente com os fãs, da transparência com a música. Versos como ‘Que Deus me livre e guarde de você’ parecem mandar um recado. É uma maravilhosa coincidência divina”.
Nesta segunda-feira, 8, o governador Marcelo Déda afirmou que assistiu à entrevista. “Eu acompanhei a entrevista e acredito que de certo modo, o que o marido da cantora Rita Lee quis é que por conta do problema de saúde, houve um exagero no episódio do show. Do ponto de vista do Governo do Estado, o caso está encerrado. O problema está no Ministério Público em virtude do inquérito policial. É um assunto que não diz respeito ao Poder Executivo”, entende Marcelo Déda.
Show da cantora na Barra dos Coqueiros
Quando o jornalista Zeca Camargo perguntou à cantora Rita Lee se o show era uma despedida, ela respondeu: “Olha, meu amor, eu acho que foi tudo muito rock and roll”. Como a cantora ainda não pode falar sobre o assunto, o marido Roberto de Carvalho afirmou que “a Rita não podia falar sobre o assunto. Ainda não pode falar sobre o assunto. Nós nunca tínhamos estado em uma situação em que a polícia resolve dar geral nas pessoas que estão em frente ao palco”, destacou.
Quanto à pergunta se o problema de saúde [Transtorno Bipolar] teria contribuído para a confusão no show. Se faltou medicamento, Roberto Carvalho respondeu que “era uma fase em que o medicamento ainda estava sendo buscado. Não que a Rita não tivesse sido provocada. Ela foi provocada. Mas a reação talvez tenha sido um pouco indesejada”.
A proposta do Ministério Público é para que Rita Lee preste serviços comunitários por um período de três meses e doe o cachê de R$ 115 mil recebido pelo show pago pelo Governo de Sergipe quando da realização do Verão Sergipe 2012
Por Aldaci de Souza

“Reza”


a "vidinha de merda" da Rita Lee 

ouvi deliciado o novo disco da Rita Lee. Chama-se “Reza” e é possível escutá-lo inteiro aqui neste canal do YouTube.
Rita Lee é a maior compositora do Brasil. E uma das coisas que mais gosto nas criações dela é sua ironia autodepreciativa. A senhora Lee detona deus e o diabo, mas detona ainda mais a ela própria. “Vidinha” prova isso. Rita “toma ansiolítico, em estado crítico” e sua vidinha anda besta, furreca, chinfrim. Enfim, uma vidinha de merda. 

olha, se a vida da Rita Lee, que é uma popstar, está uma merda, coitados de nós, que somos ninguém e também tomamos ansiolítico.

em outra canção, “Tô um Lixo”, ela dispara: “Eu vivo pelos cantos feito bicho, eu tô um lixo”. Rita parou de fumar, parou de beber, parou de jogar, parou de ser aquela peste. Nem banho toma mais, trabalho tanto faz e sua cabeça está um jazz.

a minha também, Rita. E eu também “não sei onde estava antes de nascer” e ”não sei pra onde vou depois de morrer”.

Rita Lee deve ter escrito algumas canções sob efeito de sua "Coca-gororoba-Cola" de tão nonsenses. “Humberto Eco, eco, eco, eco/ Alegro, alegro, ma non treppo” canta no refrão de “Tutti Fuditti”. Em outra, chamada “Bagdá”, rima “Saddam Hussein pra lá” com “aiatolá pra cá” e mistura tabule, esfiha, quibe, húmus com... vatapá.

tem ainda a Rita feminista no rock “As Loucas”, petardo contra os babacas machistas que separam as “loucas” das “outras”. Canta: “Eles amam as loucas, mas se casam com outras”. E explica: “Para um jantar, as educadas/ Para um noivado, as comportadas/ Para um negócio, as poucas/ Para uma sacanagem, as loucas”.

tema do personagem de Alexandre Borges em “Avenida Brasil” e sucesso instantâneo, “Reza” é a melhor oração musicada já escrita: “Deus me perdoe por querer que Deus me livre e guarde de você”.

reza de proteção contra qualquer imbecil que tente jogar a sua praga e o seu veneno contra nós. Aos 64 anos, Rita Lee continua afiada e mais "macha" que muito roqueiro brasileiro que vaga por aí com sua "cara de bandido" almofadinha.   por

domingo, 6 de maio de 2012

Rita Lee lançando seu disco REZA


Rita Lee & nós, tutti fuditti


 
Reza (2012)

Por Pedro Alexandre Sanches | Ultrapop






Houve nove anos de hiato entre o álbum inédito anterior de Rita Lee e o novo, que está chegando às lojas agora. Demorou, mas os semideuses e os hiperplebeus tropicalistas estão em festa:Balacobaco (2003) era inspirado, e este Reza é mais ainda. A desobrigação e a ruína da indústria fonográfica fazem bem à beça à mais importante compositora popular brasileira.
Permanece o truque-isca de Balacobaco: uma melodia chatinha para grudar nos ouvidos da multidão, via trilha de novela. EmBalacobaco era "Amor e Sexo", que musicava uma crônica do reacionário de plantão da Globo, Arnaldo Jabor. Desta vez é "Reza", de Rita e Roberto de Carvalho, em cartaz na atual Avenida Brasil global. Reza (o disco) é bem mais inspirador que "Reza" (a balada pop-rock), assim comoBalacobaco era bem mais consistente que apenas "Amor e Sexo".
A própria letra de "Reza" flagra Rita em um de seus muitos instantes brilhantes. Pertence à categoria das canções de ódio de anos recentes, nos quais vêm se esmerando ela, Caetano Veloso e Maria Bethânia. "Deus me perdoe por querer/ que Deus me livre e guarde de você", dispara a ídola em diálogo direto com um fã imaganário que não sabemos quem é (mas podemos ser, e somos, você e eu). Se em 2000 Caetano se movia contra a fé em linguagem cifrada, em  "Zera a Reza", Rita é mais direta: chama um treco de reza e se põe a xingar muito no CD ("Deus me defenda da sua macumba", "Deus me imunize do seu veneno"), qual Bethânia em sua recente "Carta de Amor".
Rita já explorara o veio da canção-xingo em duas das poucas canções inéditas incluídas num disco de sucessos ao vivo de 2009. "Se Manca" soltava bombinhas em religiosos ("nem vem falar de Jesus, você é pecador"), ambientalistas ("não me vem com papo ecológico, você é poluidor"), ricaços, intelectuais e outros chatos de plantão ("se manca, neném/ gente mala a gente trata com desdém"). No delicioso rockão "Tão", arremetia contra uma figura que ela jamais há de admitir, mas tem tudo a ver com Sandy Leah: "Tão boazinha/ tão certinha/ tão discreta/ tão correta/ tão modesta/ tão honesta/ tão decente/ tão boa gente/ tão cordata/ tão sensata/ tão, tão, tão, tão.../chata, chata!". Dinamite pop pura, à altura da Rita mutante, da Rita tutti-frutti ou da Rita roberta-de-carvalha.
Reza tem várias variáveis de canções-xingos. Em "As Loucas", ela segue outra de suas bandeiras de sempre, a feminista, e investe contra a hipocrisia macha-machista-misógina: "Eles amam as loucas/ mas casam com outras" (com as chatas de "Tão", provavelmente). Em "Paradise Brasil", pressiona de leve a veia política (também reacionária) que a atormenta, num beliscão sutil ao país natal, visto por ela, para variar, como paraíso tropical-tropicalista habitados por carmens mirandas, bananas e tucanos (esses a letra não cita).
Mas a melhor verve da Rita 2012, e aqui ela vence de lavada os manos Caetano e Bethânia, é a da canção de autoxingo. Dona Lee é mestre em se autoavacalhar, daquele jeito que faria Eduardo Dussek, daquele modo inteligentíssimo que critica você e eu parecendo que está esculhambando apenas a si. "Divagando", "Vidinha" e "Tô um Lixo" são as obras-primas de Reza nessa vertente.
"Divagando/ devagar/ quase parando/ de pensar", glosa o mote-mantra da primeira. "Faço terapia/ malho todo dia/ pratico ioga/ não uso mais droga/ tomo ansiolítico/ em estado crítico/ na crise de pânico/ propofol orgânico", reforça a segunda, entregando as agruras de estar às portas da "melhor idade" (dona Rita tem 64). E o refrão explode: "Vidinha besta/ vidinha furreca/ vidinha chinfrim/ ô vidinha de merda". Se a vida dela, que é pop star, é assim, imagina a nossa.
"Tô um Lixo" é outro primor de autoavacalhação: "Parei de fumar/ parei de beber/ parei de jogar/ parei de ser aquele ser cafajeste/ aquela peste/ nem banho tomo mais/ trabalho tanto faz/ a cabeça tá um jazz/ eu vivo pelos cantos feito bicho/ eu tô um lixo". Trata-se de reclamol azedo tipicamente paulista (até nessa linha Rita é a nossa maior compositora em atividade via São Paulo — inclua mulheres e homens). O queixume, no entanto, é atenuado pela agridoçura da melodia, vibrante e tipicamente bubble gum.
Uma quarta faixa expõe, de modo camuflado, o instinto autodepreciativo de Rita Lee. "Bamboogiewoogie" faz espelho com "Paradise Brasil" no papel de manifesto sempre-tropicalista, que Rita, como Caetano, nunca esquece de sublinhar. Eletrônico como quase tudo no disco, o arranjo faz lembrar um baião pós-tropicalista, um afago da paulistana profissional no pernambucanismo centenário de Luiz Gonzaga — bem mais antenado com 2012 que a dance-house de "Paradise Brasil".
De novo, Rita repete chavões da "tropicania" tropicalista, inaugurando neologismos trôpegos como "tupinikingkong", "babalorixamego", "bamboogiewoogie" — o universal & o local, o Brasil & o mundo, o som universal, todas aquelas mumunhas antropofágico-modernistas-tropicalistas. Só que há ali um refrãozinho, o mais confessional do CD, na mais inspirada de suas faixas: "Eu I love you, mas você não love me eu".
A compositora costuma reclamar que paulistanos e corintianos não gostam dela — que, por sinal, é paulistana e corintiana, logo... Dois versos antes do refrão, já entregou de bandeja a relação com o Rio de Janeiro: "Copacabana me engana que eu gosto". Pensemos em "eu I love you, mas você não love me eu" como queixa direcionada não a uma pessoa, mas a uma cidade (São Paulo?), um estado (Rio?), um país (Brasil). "Voy a me matar, atirar-me da ponte, se não me quieras", dramatiza em portunhol ao final, com voz de pândega em chantagem emocional bem paulista embutida na eterna rixa autofágica da tropicália com o Brasil.
Mesmo considerando que Rita sempre foi muito mais leve na brasilfobia que seus herdeiros da geração pop-roqueira dos anos 1980, a tensão perene resiste: afinal, quem não gosta de quem nessa joça?
Se há resposta para isso em Reza, está em "Bamboogiewoogie", em "Paradise Brasil" e nas faixas que são a especialidade de Rita & Roberto, as gomas de mascar transnacionais com letras feitas de trocadilhos aparentemente bobos: "Gororoba", "Bagdá",  "Tutti Fuditti".
"Gororoba" cobiça a cultura pop norte-americana (é uma canção-"merchan" perversa, um tributo cafajeste à Coca-Cola), mas comunica-se diretamente com o "seu garçom, faça o favor de me trazer depressa uma boa média que não seja requentada" de "Conversa de Botequim" (1935), do carioquíssimo Noel Rosa. Muito já se disse que o pop de Rita & Roberto era um modo excêntrico de fazer marchinha carnavalesca, samba ou coisa parecida, e é por aí mesmo que a barca corre.
"Bagdá" brinca com termos sonoros derivados da cultura árabe. E joga um "vatapá" entre tabules, esfirras, quibes e húmus. O próprio Caetano parece gostar da semelhança física com Bin Laden — citado explicitamente em "Bagdá", entre (Salvador d')Ali Babá e Saddam Hussein. Quem ousaria citar simpaticamente tais vilões mundiais numa letra pop? Rita Lee ousaria — ela, que em 1976, em "Arrombou a Festa", foi a única a furar um cerco de concreto armado e citar nominalmente o então já proscrito Wilson Simonal.
Em "Tutti Fuditti", por fim, a brincadeira é com termos italianos (e nem à distância passa por citar seu grupo setentista-feminista, o Tutti Frutti, como se pode a princípio deduzir). "Siamo tutti fuditti/ maledetto mondo cane/ voglio a mangiare dinamite, dinamite, dinamite", ela pipoca, em versos que, pensando bem, são autoesculhambativos ("maledetto mondo cane", "alegro ma non treppo") e chantagistas emocionais paulistanos profissionais ("voglio mangiare dinamite").
O arranjo de"Tutti Fuditti" lembra de perto a Rita Pavone de "Datemi un Martello" (1964) e, por intermédio dela, o iê-iê-iê praticado nos anos 1960 a partir de São Paulo, Celly Campello, Os Incríveis, Wanderléa e que tais. Ainda que seja por vieses estadunidenses, árabes, italianos ou punk-roqueiros, Rita Lee é paulistanidade pura, entre gostosos e amorosos e sofisticados tratamentos musicais.
Deixa de manha, dona irRita, a gente também te ama - que discaço, o seu novo.

Justiça de Sergipe dá prazo de dez dias à Rita Lee



Rita   deve se pronunciar se aceita devolver cachê de R$ 115 mil
Rita Lee (Foto: Arquivo Portal Infonet)
A assessoria jurídica da cantora Rita Lee ainda não se pronunciou sobre a carta precatória enviada pela Justiça de Sergipe à Comarca de São Paulo, para que defina em um prazo de dez dias se vai acatar ou não a proposta de suspensão condicional do processo de desacato a autoridades e apologia ao consumo de drogas, durante show da cantora no município da Barra dos Coqueiros, em 28 de janeiro de 2012.
A proposta do Ministério Público é para que Rita Lee preste serviços comunitários por um período de três meses e ainda que doe o cachê de R$ 115 mil recebido pelo show pago pelo Governo de Sergipe quando da realização do Verão Sergipe 2012. O dinheiro deve ser destinado ao Fundo Municipal para Criança e Adolescente do Município de Barra dos Coqueiros.
A confusão no último show da carreira de Rita Lee repercutiu em todo o país. A cantora considerou o comportamento de policiais militares que faziam a segurança no local, abusiva, tendo utilizado palavras de baixo calão. Termos como “cachorro e cavalo” foram usados pela artista paulista contra os policiais. Após o show, já na madrugada do dia 29, ela prestou depoimento ao delegado Leógenes Corrêa, responsável pelo plantão na Delegacia Plantonista. Ele lavrou um Termo Circunstanciado e Lee foi liberada.
Na ocasião, o governador Marcelo Déda (PT), que estava no show, afirmou que Rita Lee “buscou colocar o público contra a polícia, que estava cumprindo o seu papel, além de induzir as pessoas ao consumo de drogas”.
Por Aldaci de Souza

Fantástico: Rita Lee fala pela 1ª vez sobre o transtorno bipolar



 Fantástico: Rita Lee fala pela 1ª vez sobre o transtorno bipolar

O ‘Fantástico’ deste domingo, dia 6, traz uma entrevista exclusiva do apresentador Zeca Camargo com a rainha do rock brasileiro conta sobre a criação do novo disco ‘Reza’, que lançou recentemente, depois de nove anos sem lançar novos títulos. A cantora fala ainda sobre o final da carreira e sobre as polêmicas com as quais esteve envolvida ultimamente. E, por falar em  grandes ídolos, o programa desta semana mostra a mágica que permite que as pessoas assistam a um show de um artista que não está mais vivo. O jornalista Marcos Losekann esteve no escritório, em Londres, da empresa responsável pela tecnologia que permitiu “a presença” do falecido rapper   Shakur em um espetáculo. Eles explicam como funciona o surpreendente truque e adiantam que a família do cantor Michael Jackcson já está até planejando uma nova turnê internacional do cantor usando essa técnica.
Ainda nesta edição, uma reportagem especial investiga a violência contra a mulher no Brasil. O repórter Marcelo Canellas mostra os resultados de uma pesquisa feita pelo Ministério da Justiça sobre os homicídios cometidos contra a mulher e revela uma estatística assustadora: no Brasil, a cada cinco minutos, uma mulher é espancada. O jornalista visita os Estados que apresentam os maiores e menores índices de ocorrências no Brasil e mostra o que estão fazendo para tentar combater estes crimes.
O próximo episódio da série ‘Acidentes Domésticos – O Perigo Dentro de Casa’ fala sobre as quedas, que representam mais de um terço do total de acidentes domésticos no país. De acordo com o SUS, são registradas mais de mil quedas por dia e, a cada três dias, uma pessoa morre  em São Paulo depois de cair dentro da própria casa. Os dados apontam que por volta da metade desses incidentes acontecem com crianças e adolescentes, e cerca de 30% dos idosos brasileiros sofrem pelo menos uma queda ao ano. O médico Drauzio Varella conta, esta semana, a história de Thays Fernandes Farias, de 30 anos, que caiu em casa ao tentar limpar uma calha entupida por conta da chuva. Para conseguir fazer o serviço, precisou andar em cima de telhas de amianto, que acabaram quebrando. Thays teve uma fratura exposta no pé esquerdo e atualmente está em processo de fisioterapia para voltar a andar normalmente.
O ‘Medidinha Certa’ deste domingo mostra como o videogame pode também ajudar a criançada. O preparador físico Márcio Atalla cita estudos que revelam como estes novos jogos – que associam tecnologia e movimento – são uma alternativa divertida e saudável para os pequenos. “É claro que nada substitui o jogo, a brincadeira ao ar livre, mas é um bom caminho para quem quer começar”, explica. E, para conferir como andam as habilidades do Wilame, o garoto magrinho que comia mal antes de entrar no projeto, o quarteto da banda Restart foi até a casa dele, em Osasco. Wilame adorou jogar com os ídolos, mas disse que ainda prefere brincar na rua. Os meninos da banda aproveitaram para sugerir um desafio de skate com o garoto para um próximo encontro.
Para comemorar 60 anos, a Esquadrilha da Fumaça cruza os céus do Brasil com emocionantes acrobacias, e o ‘Fantástico’  mostra como é o trabalho dos pilotos do esquadrão de demonstração aérea da FAB.  Também em clima de festa, o programa acompanha a viagem de um grupo de fãs de charme. Eles vêm de Brasília ao Rio de Janeiro para conhecer um baile no Viaduto de Madureira. O repórter Maurício Kubrusly visita a festa e confere as habilidades da turma com o ritmo.
O ‘Fantástico’ vai ao ar aos domingos logo após o ‘Domingão do Faustão’.